China não acumulou dívida externa em excesso em meio a flexibilização do Fed, diz regulador

A China não acumulou dívida externa excessiva em meio à flexibilização monetária do Federal Reserve, enquanto as expectativas de movimentos unilaterais do iuan foram evitadas com mais flexibilidade cambial, disse o órgão regulador cambial do país asiático nesta sexta-feira.
Wang Chunying, porta-voz da Administração Estatal de Câmbio, disse em entrevista coletiva que a médio e longo prazo as bases no mercado de câmbio para operações estáveis ainda são sólidas.
"Esses são os pontos positivos que estamos vendo; é claro, também percebemos alguns riscos. Por exemplo, a pandemia crescente e fatores geopolíticos terão algum impacto em nossa economia externa e nos equilíbrios internacionais", disse Wang.
Atraídos por crédito barato na esteira da crise financeira global de 2008, quando o Fed lançou o afrouxamento quantitativo para injetar dinheiro na economia, empresas chineses compraram ativos no exterior, atraindo a atenção dos reguladores da China.
Wang disse que o aumento da flexibilidade na taxa de câmbio do iuan pode aliviar a pressão do mercado e evitar expectativas de que ele só se moverá em uma direção.
A China deve ter um superávit em conta corrente no primeiro trimestre, embora menor do que no quarto trimestre do ano passado, acrescentou Wang.
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