Boi: queda de braços entre frigoríficos e pecuaristas reduz volume de negócios na semana, principalmente em SP e GO
Podcast
Entrevista com Yago Travagini Ferreira - Analista de Mercado da Agrifatto sobre o Mercado do Boi Gordo
Download
O volume de animais negociados nesta semana reduziu com as indústrias frigoríficas ofertando preços menores e pecuaristas pedindo por valores maiores, principalmente nos estados de São Paulo e Goiás. Nas semanas anteriores, as referências da arroba estavam próximas de R$ 325,00/@, agora o valor está ao redor de R$ 310,00/@ a R$ 320,00/@ no estado de São Paulo.
Os frigoríficos conseguiram alongar as escalas de abate que estavam em 5 dias úteis e agora atende 8 dias úteis, conforme destacou o analista de Mercado da Agrifatto, Yago Travagini Ferreira. A estimativa da agrifatto aponta que o volume de animais abatidos 1,7 milhão de cabeças no primeiro trimestre de 2021, sendo o pior número nos últimos nove anos.
“Nós devemos ter uma melhora da oferta de animais terminados no mercado, porém não será suficiente para pressionar elevada nos preços. Neste período costuma ter um volume de animais entrando no mercado, mas neste ano está diferente e com uma redução maior que o observado no ano passado”, afirmou.
Como não tem boas previsões de chuvas nas próximas semanas, a pressão sobre o pecuarista é alta para evitar a perda de capacidade nutricional dos pastos. “A tendência é que a situação fique mais apertada para os pecuaristas, mas não estamos observando pastos muito secos”, comentou.
1 comentário
Países mais exigentes em qualidade da carne estimulam frigoríficos a usar tecnologia para medir teor de gordura
Dicas práticas para evitar armadilhas na aquisição de bezerros durante esse período de valorização
Movimento de alta da arroba se consolida nesse final de março e abre espaço para novas elevações em abril
Arroba do boi gordo reage nessa reta final de março e cria cenário favorável para os preços em abril.
Boi/Cepea: Preços da carne bovina seguem firmes em março
Carne exportada de MT tem valorização de 34% em relação ao primeiro bimestre de 2025 e UE é quem paga melhor
Eduardo Ferraz Pacheco de Castro Cuiabá - MT
"Boi: queda de braços entre frigoríficos e pecuaristas"... A narrativa de baixa está em sintonia com a indústria mas não encontra respaldo no mercado real, pois não haverá geração instantânea de oferta.... A oferta continuará restrita para 2021 e 2022 ... a atenção deve estar focada no Dólar Americano, isso sim, pois é quem baliza todas as nossas exportações.