Para reduzir custos de produção, avicultura paranaense opta pelo descarte de matrizes
Podcast
Entrevista com Mariana Assolari - Técnica do Sistema FAEP/Senar-PR sobre a Avicultura no Paraná
Download
Os elevados custos de produção para a avicultura estão fazendo com que integrantes do setor busquem alternativas para tentar mitigar a pressão sobre as margens de lucro. No Paraná, Estado que mais produz e exporta carne de frango, a medida adotada no momento é o descarte de matrizes menos produtivas nas granjas, conforme explica a veterinária e técnica do Sistema Faep/Senar, Mariana Assolari.
De acordo com ela, havia desde o início do ano a sinalização de redução nos alojamentos de pintos de corte, o que impctaria diretamente na renda dos avicultores. "Entretanto, vimos que o número de aves alojadas se manteve praticamente estável no Brasil. A expectativa para março era de 600 milhões de pintinhos alojados em todo o país, e a prévia aponta para 588 milhões", disse.
Com o câmbio tornando a carne de frango brasileira mais competitiva no mercado externo, as exportações se recuperaram no mês de março, dando vazão a parte da produção. Entretanto, no mercado interno, o consumo ainda "patina", mesmo sendo a carne mais barata em comparação às concorrentes suína e bovina.
"Temos um Auxílio Emergencial em parcela reduzida e atrasado. Isso também atrasa a questão do consumo imediato, que engloba os alimentos", disse a especialista.
A expectativa, segundo ela, é que o consumo per capita de carne de frango no Brasil pelo menos se mantenha nos mesmos patamares observados em 2020 para que o setor da avicultura não sofra ainda mais.
0 comentário
Ovos/Cepea: Média mensal avança apesar de queda no fim de junho
Frango/Cepea: Preço da carne recua em junho
Brasil amplia espaço na exportação de carne suína e precisa manter eficiência, diz diretor da PIC na Suinfair
Suínos/Cepea: Vivo registra menor preço real em SP em quase 20 anos
Lei de desmatamento à EUDR: o que muda para o mercado global de suínos?
Comissões da avicultura gaúcha alinham medidas sanitárias e discutem novas exigências do mercado