TRS vê espaço para novas altas do açúcar com déficit até 2022

Os preços do açúcar no cenário internacional ainda têm fôlego para novas altas, segundo a consultoria Tropical Research Services (TRS), já que o volume disponível de açúcar bruto para exportação pode ficar aquém da demanda global de importação. As informações são da agência de notícias Bloomberg.
A escassez na oferta pode atingir seu pico no quarto trimestre deste ano, podendo chegar a um milhão de toneladas, mas pode seguir, ainda que em menor grau, até setembro de 2022.
Os futuros do açúcar na Bolsa de Nova York acumulam alta de cerca de 15% no ano com seca histórica no maior produtor mundial, o Brasil. Com isso, a Índia, segundo maior player, precisará aprovar novos subsídios à exportação ou esperar novas altas, diz Luciana Torrezan, chefe global de pesquisa de açúcar e etanol da TRS.
"Os saldos do fluxo de comércio mostram déficit porque o açúcar está na Índia, os maiores estoques estão na Índia", disse Torrezan. "A função do mercado seria tirar esse açúcar da Índia, seja por meio de mais subsídios do governo ou por meio de um preço alto o suficiente para que possam exportar", complementa a especialista.
A TRS estima a moagem da safra 2021/22 de cana-de-açúcar do Brasil em 573 milhões de t, com produção de 36,1 milhões de t de açúcar. A previsão é uma das mais altas do mercado, mas ainda deve haver revisões. "Se o tempo continuar seco, vemos um risco maior”, disse Torrezan para a Bloomberg, destacando que o mercado precisará que o Brasil priorize o açúcar em detrimento do etanol.
As expectativas são de crescimento na demanda por açúcar de 1,4% nesta temporada, após queda em meio ao coronavírus.
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