Paraná já perdeu 40% da safrinha de milho, mas prejuízos podem ser ainda maiores

Muitas regiões do Paraná passaram por quase 60 dias sem chuvas e isso impactou diretamente na condição das lavouras da segunda safra de milho no estado. Atualmente, apenas 23% das áreas são avaliadas como boas, enquanto em 2019 (ano de referência na produção) este índice era de 88%.
Segundo o presidente da Aprosoja PR, Márcio Bonesi, a perda estimada para a produção já é de mais de 40%, e pode ficar ainda maior nos próximos dias. Isso porque as chuvas registradas nos últimos dias e previstas para o fim de semana não são suficientes para amenizar a situação.
A liderança aponta que, algumas regiões do estado, como o Sudeste, receberam chuva primeiro, plantaram mais cedo e ainda devem registrar bons índices de colheita. Já em outras, áreas plantadas completamente fora da janela ideal, já em 20 de março, só foram receber precipitações em 20 de maio.
Outro temor dos produtores é a possibilidade de geadas atingirem as lavouras no final do ciclo, uma vez que com o plantio mais tardio este risco aumenta consideravelmente.
Do lado do mercado, apesar de preços elevados no momento, o cenário também não é positivo. Bonesi alerta para a possibilidade de muitos contratos fechados antecipadamente ficarem arriscados de não cumprimento devido às grandes perdas de produção. Este inclusive foi um tópico discutido pelo presidente da entidade com a Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, em Brasília no início da semana.
Confira a íntegra da entrevista com o presidente da Aprosoja PR no vídeo.
0 comentário
Exportações de milho da Argentina batem recorde em julho, diz bolsa
Milho sobe forte em Chicago com trigo e tensão Rússia x Ucrânia nesta 6ª feira (14)
Milho sobe em Chicago nesta 6ª (14), com suporte do trigo e tensões entre Rússia e Ucrânia
Milho recua em Chicago nesta 5ª após forte disparada na sessão anterior; B3 acompanha perdas
Conab eleva safra de milho para quase 143 milhões de toneladas e estoques crescem 25%
Milho dispara em Chicago após USDA reduzir produtividade dos EUA; geopolítica também dá suporte