Onda de protesto e violência: Colômbia em alerta para colapso na segurança alimentar

De acordo com informações publicadas pela rádio Caracol na tarde de domingo (23), a Colômbia emitiu alerta humanitário para colapso na segurança alimentar. Segundo a Ouvidoria, há dificuldade de mobilização de alimentos em 29 das 32 secretarias do país
A publicação afirma ainda que devido aos bloqueios das estradas no país, que há um mês enfrenta onda de protestos e violência em maio à Greve Nacional, o segundo maior produtor de café tipo arábica está em alerta humanitário devido ao colapso na segurança alimentar.
Do lado do setor agrícola, o maior impacto segue sendo observado na produção de café, cana-de-açúcar-, laticínios, frutas e vegetais e granjeiros. "O setor produtivo está à beira da falência, por exemplo, cerca de 450 mil famílias de café, 52 mil famílias de cacau e 651 mil empregos diretos na piscicultura, suinocultura e avicultura", afirma.
Cerca de 5.500 toneladas de frutas e hortaliças correm o risco de se perder, afetando 171 cooperativas de pequenos e médios produtores. Os prejuízos já geraram perdas de US $ 8.275 milhões. Ainda de acordo com a publicação, 350 mil hectares de arroz correm o risco de se perder por falta de combustível, fertilizantes e herbicidas. Isso equivale a 1,2 milhão de toneladas de arroz branco , metade localizada nas planícies orientais, grão considerado a base da alimentação da dieta dos colombianos.
As informações indicam ainda que as maiores áreas afetadas são Valle del Cauca, Cundinamarca, Antioquia, Bolívar, Boyacá, Caldas, Santander, Tolima, Huila, Meta, Risaralda, Quindío, Nariño, Magdalena, Guajira, Córdoba, Norte de Santander e Caldas.

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