Safrinha de milho deve ter média de apenas 30 sacas por hectare no Norte do Paraná

A região Norte do Paraná plantou a segunda safra de milho muito tardiamente, entre os dias 20 de fevereiro e 25 de março, e agora enfrenta grandes problemas com o desenvolvimento das lavouras após passar por mais de 60 dias sem chuvas.
Segundo o presidente da AssoSoja (que reúne produtores do Norte do Paraná), Rodrigo Tramontina, a média de produtividade nos 11 municípios de atuação da entidade não vai passar de 30 sacas por hectare, já que os problemas estão em todas as lavouras, independente da época de plantio.
As que foram semeadas primeiro, até vão conseguir alguma produção, com expectativa média entre 50 e 55 sacas por hectare, as intermediárias tiveram dificuldades na formação de espigas e as mais tardias não possuem bons estandes e tem poucos pés.
A grande preocupação diante deste cenário fica por conta do cumprimento dos contratos já firmados antecipadamente. A liderança relata que será difícil honrar todos os compromissos já que não vai haver muitos grãos e que a quantidade de sobra para aproveitar os atuais preços elevados do cereal será muito pequena.
Outra questão destacada por Tramontina é o planejamento para as safras subsequentes. Isso porque, além de não ter o milho para vendas e capitalização no segundo semestre, o final dos trabalhos de colheita da safrinha vai coincidir com o início do plantio da soja em setembro.
Confira a íntegra da entrevista com o presidente da AssoSoja no vídeo.
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Guilherme Frederico Lamb Assis - SP
Outro problema em relação ao próximo plantio será a falta de janela para aplicação de corretivos, como calcário e gesso agrícola, que são operações realizadas entre a segunda safra de milho e o plantio da soja.... Com o estreitamento da janela (em função do atraso no milho safrinha), esse manejo será comprometido e trará consequências na produtividade.