Ato em Bogotá pede fim das manifestações e dos bloqueios de estrada

Por Oliver Griffin
BOGOTÁ (Reuters) - Agitando bandeiras e usando branco, milhares de pessoas marcharam neste domingo na capital da Colômbia, Bogotá, para exigir o fim dos protestos e dos bloqueios de estradas, bem como expressar apoio às forças de segurança, após um mês de manifestações.
"Eles (os bloqueios de estradas) estão fazendo as cidades de reféns. E parando a economia", disse Patricia González, de 45 anos.
Os bloqueios de estradas causaram escassez de alimentos e suprimentos em algumas partes do país.
Embora reconheça o uso de força excessiva por parte de alguns policiais, Gonzalez disse que nem todos os policiais são corruptos e que os protestos já duram tempo suficiente.
As negociações entre o governo e os líderes nacionais das manifestações devem recomeçar neste domingo, depois de estagnarem na semana passada.
Protestos generalizados começaram no final de abril em oposição a uma reforma tributária já retirada, mas desde então se expandiram para exigir renda básica, oportunidades para os jovens e o fim da violência policial.
O mês de protestos foi marcado por violência. O governo nacional até agora relacionou aos protestos 17 mortes de civis e a morte de dois policiais, enquanto grupos de direitos humanos afirmam que as forças de segurança mataram dezenas de pessoas.
Na terceira maior cidade da Colômbia, Cali, 13 pessoas foram mortas durante um dia de manifestações na sexta-feira, disse o prefeito Jorge Ivan Ospina no sábado, enfatizando que não há certeza sobre quantas delas estavam ligadas às manifestações.
A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, pediu neste domingo que os causadores da violência em Cali sejam responsabilizados.
"Peço o fim de todas as formas de violência", disse ela em um comunicado, pedindo uma investigação sobre mortes e feridos.
Embora um "pré-acordo" para novas negociações tenha sido feito na segunda-feira, os organizadores dos atos acusaram o governo de retardar deliberadamente as negociações ao não assinar o acordo.
O governo diz que os líderes manifestantes devem condenar bloqueios de estradas como parte do pré-acordo, chamando o ponto de não negociável.
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