Federarroz avalia que Plano Safra reflete momento da economia brasileira
Para a Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), o Plano Safra 2021/2022 divulgado nesta terça-feira, 22 de junho, reflete em parte o atual momento da economia brasileira. A alta de taxas de juros preocupa os produtores de arroz especialmente em um momento de alta dos custos de produção.
De acordo com o presidente da Federarroz, Alexandre Velho, o Plano Safra trouxe um aumento da taxa de juros que, no caso dos pequenos e médios produtores, foi de 0,5%, mas para os demais produtores será um aumento de 1,5%. “É um aumento no custo da taxa de financiamento que nos preocupa porque temos projeção nos aumentos do custo de produção nos insumos como fertilizantes e agroquímicos”, destaca, acrescentando também que o valor do subsídio ao seguro rural ficou um pouco abaixo da expectativa do setor.
O volume de recursos anunciado pelo governo federal foi de R$ 251,2 bilhões, sendo R$ 165,2 bilhões com juros controlados e R$ 86 bilhões com juros livres. Além disso, o seguro rural recebeu R$ 1 bilhão, enquanto o apoio à comercialização foi de R $1,4 bilhão. As taxas de juros fecharam entre 3% e 4,5% ao ano para o Pronaf, 5,5 % a 6,5% ao ano no Pronamp, entre 7,5% a 8,5% ao ano aos demais produtores e investimentos e entre 5,5% e 7% ao ano aos investimentos prioritários.
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