Setor de serviços dos EUA desacelera em junho, aponta ISM

Por Lucia Mutikani
(Reuters) - A atividade do setor de serviços dos Estados Unidos cresceu a um ritmo moderado em junho, provavelmente contida pela escassez de mão de obra e matéria-prima, resultando em um aumento contínuo de trabalhos inacabados.
O Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, na sigla em inglês) informou nesta terça-feira que seu índice para a atividade não manufatureira caiu para 60,1 no mês passado, ante 64,0 em maio, esta a maior leitura da série histórica.
Leitura acima de 50 indica crescimento do setor de serviços, que responde por mais de dois terços da atividade econômica norte-americana. Economistas consultados pela Reuters previam uma desaceleração para 63,5 em junho.
A economia dos EUA foi afetada pela escassez de mão de obra e matérias-primas ao reabrir após mais de um ano de interrupções causadas pela pandemia de Covid-19. Agora, mais de 150 milhões de norte-americanos estão totalmente imunizados contra o coronavírus, resultando na suspensão das restrições relacionadas à pandemia nas empresas e da obrigatoriedade do uso de máscara, fazendo com que a demanda se mova de bens para serviços.
O subíndice do ISM de pedidos em atraso aumentou para 65,8, ante 61,1 em maio. Novas encomendas permaneceram saudáveis e há amplo espaço para ganhos expressivos nos meses a seguir, com a contração dos estoques em junho. O sentimento de estoque para os clientes permaneceu ruim. Os estoques comerciais se esgotaram no primeiro trimestre em meio à demanda reprimida.
Com as restrições de oferta sem mostrar sinais de diminuição, as empresas continuaram pagando mais pelos insumos. A pesquisa do ISM sobre os preços pagos pelo setor de serviços caiu para 79,5, patamar ainda alto, ante 80,6 em maio, este o maior registro desde setembro de 2005. A elevação contínua sustenta a visão de alguns economistas de que a inflação mais alta será mais persistente do que o previsto pelo Federal Reserve.
A medida do ISM sobre empregos em serviços caiu para 49,3 em junho, de 55,3 em maio. Há, no entanto, um otimismo cauteloso de que a escassez de trabalhadores está começando a diminuir.
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