CNA debate captação de recursos para investimentos no agronegócio
O diretor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Bruno Lucchi, foi um dos palestrantes do seminário online “Captação de Recursos para Investimentos no Agronegócio”, na quarta (18).
Lucchi falou sobre as perspectivas do agronegócio na visão dos produtores rurais e destacou que a agricultura de baixo carbono, a armazenagem, a energia, a irrigação e a conectividade são alguns dos setores que demandam investimentos, por serem estratégicos para o agro.
“A CNA tem o objetivo de melhorar essa diversificação de fontes de financiamentos e trazer o agro para o hall dos setores da economia que podem ser atrativos do ponto de vista de investimentos, mantendo nossa competitividade”.
Bruno Lucchi mostrou a evolução do setor e reforçou que a produção agropecuária é sustentável graças à tecnologia, assistência técnica, empreendedorismo do produtor e acesso ao crédito rural. Segundo Lucchi, o agro foi o principal ponto de crescimento e a base para a mudança econômica e social de várias regiões do País.
No entanto, o diretor reforça que o produtor brasileiro tem sofrido com os custos agropecuários em alta, assim como a disparada dos preços do frete internacional e dos insumos.
“A questão do frete é algo que preocupa o setor e exige mais recursos não só da produção primária como das agroindústrias para seguirem com as exportações. O mercado de fertilizantes é outro potencial para investimento no País, porém, para o produtor, é um dos maiores desafios porque o Brasil importa 80% dos fertilizantes que utiliza. Tudo isso tem nos preocupado.”
Lucchi disse ainda que os contratos de crédito rural tiveram queda nos últimos anos. Apenas na última safra 2020/2021, houve um incremento devido às taxas de juros menores. “O produtor já percebeu que precisa investir no pacote tecnológico, com tecnologias cada vez mais modernas, para conseguir manter sua competitividade”.
Ele falou ainda do mercado de capitais em expansão com a Lei do Agro (13.986/2020), que permitiu que mais instituições financeiras operassem o credito rural, e a Lei dos Fiagro (14.130/2021).
“Na CNA temos buscado novas fontes de financiamento, por isso a importância desse evento, que casa bem com que temos trabalhado. A lei do Agro vai ser um divisor de águas para melhorarmos esse ambiente de negócio, com os títulos do agronegócio que tem um potencial muito grande de financiar o nosso setor, e a tendência é que tenhamos mais recursos com esse tipo de investimento”.
O diretor ressaltou que as perspectivas para o crédito rural focam na melhoria do ambiente de negócios com novas iniciativas que tratem da gestão de riscos, open banking, registro centralizado de Cédulas do Produtor Rural (CPR) em entidade autorizada pelo Banco Central, e fintechs para atuarem na introdução de inovações nos mercados financeiros.
“Temos certeza que tudo isso dará mais transparência e informações para termos mais concorrência no crédito rural e isso vai facilitar o acesso desde o pequeno ao grande produtor. Vai possibilitar que ele consiga ter competição, facilidade, agilidade além de transparência e as garantias que precisa para investir no setor.”
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