Doria afasta coronel que convocou para ato pró-Bolsonaro no dia 7

Publicado em 23/08/2021 10:51

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SÃO PAULO (Reuters) -O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afastou nesta segunda-feira do comando de um batalhão do interior do Estado um coronel da Policia Militar que fez convocação nas redes sociais para as manifestações marcadas para 7 de setembro a favor do presidente Jair Bolsonaro e usou seu perfil em uma dessas redes para atacar políticos, entre eles o próprio Doria.

Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o coronel Aleksander Lacerda, chefe do Comando de Policiamento do Interior-7 (CPI-7), que tem 5 mil policiais sob comando, convocou "amigos" para o ato a favor de Bolsonaro.

"Liberdade não se ganha, se toma. Dia 7/9 eu vou", escreveu ele no Facebook, segundo jornal. O coronel também criticou Doria, a quem chamou de "cepa indiana", o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), classificado por ele como "covarde", e o deputado federal Rodrigo Maia (sem partido-RJ), que recentemente assumiu uma secretaria no governo paulista, que Lacerda acusou de ser beneficiário de um esquema "mafioso".

Em entrevista coletiva nesta manhã, para marcar a entrega de uma nova remessa de doses da vacina contra Covid-19 CoronaVac ao Ministério da Saúde, Doria elogiou a PM paulista e anunciou o afastamento do coronel.

"Hoje pela manhã falei com o general João Campos, secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, e foi afastado nesta manhã das suas funções na Polícia Militar o coronel Aleksander Lacerda, que atuava no comando de uma das unidades da Polícia Militar, por indisciplina", disse Doria.

"Aqui no Estado de São Paulo nós não teremos manifestações de policiais militares na ativa de ordem política", garantiu o governador. Doria se recusou a responder perguntas sobre o tema e a dar mais detalhes sobre o tema, afirmando que o assunto está agora na alçada da Secretaria de Segurança Pública.

Policiais militares da ativa são proibidos pelo regulamento da corporação de realizarem manifestações políticas.

Procurada, a Secretaria de Segurança Pública encaminhou o assunto à Polícia Militar, que não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

(Reportagem de Eduardo Simões; edição Paula Arend Laier e Alexandre Caverni)

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Fonte:
Reuters

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