Casa Branca saúda dados de inflação, mas segue preocupada com preços das residências
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Por Andrea Shalal
WASHINGTON (Reuters) - O governo dos Estados Unidos recebeu nesta terça-feira dados mostrando que os preços ao consumidor aumentaram em seu ritmo mais lento em seis meses em agosto como evidência de que a inflação seria transitória, citando uma queda nos preços dos automóveis e desaceleração nos aumentos dos preços dos alimentos.
"A história dos dados de hoje é que os aumentos mensais de preços continuam a se moderar", disse um funcionário da Casa Branca, falando sob condição de anonimato. "O relatório de hoje mostrou o núcleo da inflação abaixo das expectativas e desacelerando neste mês em comparação com os últimos dois meses --de 0,9% e 0,3% a apenas 0,1%."
O funcionário disse que a atual recuperação econômica após a queda causada pela crise relacionada à Covid-19 no ano passado ainda pode trazer surpresas, mas a trajetória geral foi positiva.
"Estamos em uma recuperação sem precedentes, então haverá altos e baixos", disse. "Mas a tendência mais ampla apoia o que acreditamos --e o que tem sido repetido por todos, desde o Federal Reserve aos mercados e analistas do setor privado: que a inflação é transitória enquanto nos recuperamos da pandemia."
O Departamento do Trabalho informou nesta terça-feira que seu índice de preços ao consumidor, excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, subiu 0,1% no mês passado. Foi o menor ganho desde fevereiro, após alta de 0,3% em julho. O chamado núcleo do índice aumentou 4,0% em base anual, após avançar 4,3% em julho.
A Casa Branca e o Departamento do Tesouro, porém, continuam profundamente preocupados com o aumento do custo das moradias ocupadas pelos proprietários e qualquer efeito cascata sobre os aluguéis e a inflação geral.
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