Milho: B3 encerra a segunda-feira levemente mais baixa
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A segunda-feira (04) chega ao final com os preços futuros do milho se mantendo levemente recuados na Bolsa Brasileira (B3).
O vencimento novembro/21 era cotado à R$ 90,32 com queda de 0,86%, o janeiro/22 valia R$ 90,96 com desvalorização de 1,18%, o março/22 era negociado por R$ 91,29 com baixa de 0,90% e o maio/22 tinha valor de R$ 87,48 com perda de 0,26%.
Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado brasileiro olhou que os grandes compradores continuam fora com a chegada do mês de outubro, que normalmente registra uns dos últimos negócios do ano.
“A safra também está recebendo chuvas que dão condições para as lavouras evoluírem até a colheita em janeiro. Isso dá calmaria para o mercado do milho e por isso a B3 está liquidando e meio em baixa”, pontua Brandalizze.
Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira
De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “o retorno das chuvas, mesmo que de maneira gradativa em parte do Centro-Sul, gera alívio em boa parte dos produtores. No Sul do país, o plantio avança no Paraná e no Rio Grande do Sul”.
Ainda nesta segunda-feira, o Cepea divulgou sua nota semanal apontando que a comercialização de milho segue enfraquecida no Brasil, tanto no mercado spot quanto a termo.
“Esse cenário se deve à retração de vendedores, que se afastaram das negociações na perspectiva de melhores oportunidades nas próximas semanas. A demanda, por sua vez, está um pouco mais aquecida, mas muitos consumidores ainda se mostram abastecidos. No geral, as atenções estão voltadas à semeadura da safra de verão e às condições climáticas”, diz a publicação.
Neste contexto, na região consumidora de Campinas (SP), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa subiu 1,1% entre 24 de setembro e 1º de outubro, a R$ 91,83/saca de 60 kg na sexta-feira, 1º. Apesar disso, o movimento de queda ainda foi observado em algumas regiões acompanhadas pelo Cepea, mas em menor intensidade. Nestes casos, a pressão veio da necessidade de alguns produtores de “fazer caixa”. No entanto, no acumulado de setembro, o Indicador caiu 3,1%, e a média mensal, de R$ 92,44/sc de 60 kg, ficou 6% inferior à de agosto/21.
Mercado Externo
Já na Bolsa de Chicago (CBOT), as movimentações desta segunda-feira foram bastante restritas para os preços internacionais do milho futuro, que ficaram praticamente estáveis e flutuando em campo misto.
O vencimento dezembro/21 foi cotado à US$ 5,40 com queda de 0,75 pontos, o março/22 valeu US$ 5,49 com estabilidade, o maio/22 foi negociado por US$ 5,54 com alta de 0,25 pontos e o julho/22 teve valor de US$ 5,55 com elevação de 0,50 pontos.
Esses índices representaram estabilidade, com relação ao fechamento da última sexta-feira (01), para o março/22, maio/22 e julho/22, além de recuo de 0,18% para o dezembro/21.
Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho acabaram fechando com pouca ou nenhuma mudança.
“Os lances de base de milho ficaram estáveis ??para mistos na segunda-feira, mostrando um pouco de volatilidade em ambas as direções. A fraqueza da soja anulou o otimismo de exportação de uma grande venda para o México anunciada esta manhã”, aponta o analista Ben Potter.
Nesta segunda-feira, exportadores privados relataram ao USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) a venda de 16,8 milhões de bushels (426.720 toneladas) de milho para entrega ao México durante a campanha de comercialização de 2021/22, que começou em 1º de setembro.
As inspeções de exportação de milho subiram para 31,8 milhões de bushels (807.720 toneladas) na semana encerrada em 30 de setembro, o que ficou acima de toda a gama de estimativas de analistas, que ficou entre 14,8 milhões e 27,6 milhões de bushels (375.920 e 701.040 toneladas).
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