Novo plano comercial entre EUA e China deixa indústria sedenta por detalhes
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Por David Lawder e Andrea Shalal
WASHINGTON (Reuters) - Depois de oito meses de espera pela prometida revisão completa da política comercial com a China da representante comercial dos Estados Unidos, Katherine Tai, algumas indústrias e especialistas norte-americanos reclamaram da falta de detalhes do plano em relação às negociações ou cronograma.
Ao divulgar seu plano na segunda-feira, Tai, a principal autoridade comercial do presidente Joe Biden, prometeu conversar com as autoridades chinesas sobre o fracasso do país asiático em cumprir com os termos da "Fase 1" do acordo comercial do ex-presidente Donald Trump, e a reativação de um processo para conceder isenções tarifárias sobre importações chinesas.
"Ela vai se reencontrar com a China e isso é uma coisa boa", disse Mary Lovely, economista comercial da Syracuse University que assistiu ao discurso de Tai em Washington. "Mas todo o seu plano parece ser, 'eu vou ter uma conversa'".
O que acontecerá a seguir "depende de como for a conversa", disse Tai, ex-advogada comercial do Comitê de Meios e Recursos da Câmara dos EUA, que prometeu centralizar a política comercial de Biden em torno dos trabalhadores.
O discurso de Tai, no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, ganhou o apoio de parlamentares democratas, sindicatos e também de uma ex-autoridade comercial do governo Trump.
No entanto, as indústrias que sofreram por mais de três anos com as tarifas dos EUA sobre as importações chinesas que somam bilhões de dólares, estavam esperando por detalhes sobre quais produtos poderiam obter isenção tarifária.
Em vez disso, o discurso de segunda-feira deixou preocupações de que Tai poderia implementar novas ações tarifárias após dizer que manterá como opção as investigações da "Seção 301".
"O tão esperado anúncio provou que a estratégia comercial do governo Biden na China é, no máximo, pífia e infligirá ainda mais danos desnecessários à economia norte-americana e às cadeias de suprimentos de varejo", disse David French, vice-presidente sênior da Federação Nacional de Varejo.
(Por David Lawder, Andrea Shalal e Michael Martina)
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