Câmbio deve aos poucos reagir a ajuste em diferencial de juros, diz Serra, do BC
![]()
O diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra, reconheceu que o país trabalhou com nível de diferencial de juros "muito baixo" durante a pandemia, mas afirmou que o ajuste agora tem sido feito "muito rápido", em referência ao ciclo de aperto da Selic, e que a expectativa é que o câmbio aos poucos reaja a esse processo.
Ao participar de evento organizado pela gestora Upon Global, ele também afirmou que o desafio fiscal que o Brasil tem pela frente tem influenciado o câmbio, mas que uma sinalização boa nesse front fará o dólar perder força frente ao real, com o câmbio voltando a responder ao diferencial de juros.
Segundo Serra, a redução do endividamento externo pelas empresas tem ocorrido nos últimos anos --outra variável a impactar o câmbio--, mas esse processo tem data para acabar. Ele pontuou que a indicação recebida pelo BC das empresas é que isso deve ser revertido no ano que vem.
"Esses dólares voltam a entrar para Brasil irrigando mercado local", disse ele, estimando que cerca de 20 bilhões de dólares ao ano deixaram de ingressar nos últimos dois anos.
Serra lembrou ainda que a demanda por dólares em função do desmonte do overhedge pelos bancos também terminará este ano, ajudando a sustentar a expectativa de um mercado de câmbio mais líquido no ano que vem.
(Por Marcela Ayres)
0 comentário
Ibovespa fecha em queda descolado de NY com investidor à espera de decisão dos EUA sobre tarifas
Dólar fica estável no Brasil com política doméstica e tarifa dos EUA no foco dos investidores
Ibovespa fecha em queda descolado de NY com Engie entre maiores quedas; B3 sobe
Trump, questionado se Irã tem um prazo, afirma que não gosta de prazos
Principal negociador do Irã diz que Teerã não tem motivos para respeitar memorando com EUA sem benefícios
FMI diz estar trabalhando para avaliar melhor riscos de dívida interna para países de baixa renda