Inflações implícitas disparam antes de decisão do Copom
![]()
SÃO PAULO (Reuters) - A divulgação na terça-feira do IPCA-15 de outubro bem mais alto do que o esperado provocou um salto nas medidas de inflação implícita do mercado, aumentando a pressão sobre o Copom para a decisão de política monetária desta quarta-feira.
Segundo dados da Renascença, a alta nas implícitas foi mais acentuada nos vencimentos curtos e intermediários da curva.
A implícita da B22 subiu de 5,97% para 6,43%, enquanto a da B23 passou de 6,03% para 6,39%.
As implícitas para os anos de 2021 e 2022, pelo DAP --contrato negociado na B3 que funciona como uma ferramenta de proteção contra flutuações da taxa de juro real-- registraram alta expressiva, fechando o dia a 9,50% e 5,46%, altas de 0,29 ponto percentual e 0,31 ponto, respectivamente.
As inflações implícitas mostram projeções de aumentos de preços bem acima das metas perseguidas pelo BC para este ano (3,75%) e o próximo (3,50%).
O Copom anuncia sua decisão de política monetária a partir de 18h30 (de Brasília) desta quarta, e no mercado as apostas estão divididas sobretudo entre acréscimo de 1,50 ponto percentual e de 1,75 ponto, com alguns vendo chances de alta de até 2 pontos.
(Por José de Castro)
0 comentário
Trump acusa China de interferir em eleições e põe em risco trégua entre superpotências
Ações chinesas têm queda após IPO da CXMT provocar preocupações com liquidez
Irã lança novos ataques após sexto dia de ataques dos EUA
Número de mortos nos terremotos na Venezuela sobe para 4.930, diz governo
Brasil usará reciprocidade na hora adequada e apoiará setores afetados por tarifas, diz Alckmin
Entenda a Lei de Reciprocidade, que o Brasil pode adotar contra os EUA