Bolsonaro nega que PEC dos Precatórios seja calote e prevê dificuldade no Senado
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Por Ricardo Brito
BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro negou nesta segunda-feira que a proposta de emenda à Constituição (PEC) que altera a regra de pagamento dos precatórios seja um calote, ao mesmo tempo que disse acreditar em uma aprovação da matéria em segundo turno na Câmara dos Deputados, mas prevê dificuldades para ela avançar no Senado.
"Foi votada em primeiro turno da Câmara, passou aí o parcelamento, não é calote, o parcelamento dos precatórios", disse Bolsonaro em entrevista à Jovem Pan Curitiba.", disse.
"Passou no primeiro turno na Câmara, acho que passa no segundo, vamos ter problemas no Senado", emendou ele.
Bolsonaro justificou a aprovação da medida como forma para abrir espaço fiscal para encorpar o programa social que substituiu o Bolsa Família, o Auxílio Brasil.
"Agora, por favor, um Brasil que só no corrente ano projeta um excesso de arrecadação de 300 bilhões de reais não pode destinar mais 30 (bilhões) para atender esses mais necessitados? Um Brasil que o ano passado gastou, além do previsto, 700 bilhões de reais para atender as questões da pandemia, não pode gastar 30 (bilhões) este ano para socorrer quem já passa necessidade?", questionou.
A PEC deverá ir à votação no segundo turno na terça-feira pelo plenário da Câmara, após a conclusão da análise dos destaques ao texto-base, aprovado em primeiro turno na semana passada.
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