Café: Arábica volta a subir na Bolsa de Nova York; oferta global em risco segue dando suporte
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O mercado futuro do café arábica voltou a registrar valorização para os principais contratos na Bolsa de Nova York. O pregão começou as negociações com poucas variações, mas os preços voltaram a subir ainda apoiados na preocupação com a oferta global do grão. No pregão anterior, as principais referências em Nova York registraram mais de 1000 pontos de alta.
Por volta das 12h15 (horário de Brasília), março/22 tinha alta de 190 pontos, valendo 244 cents/lbp, maio/22 registrava valorização de 200 pontos, negociado por 243,55 cents/lbp, julho/22 tinha alta de 190 pontos, valendo 243 cents/lbp e setembro/22 tinha alta de 190 pontos, negociado por 242,55 cents/lbp.
Além da quebra de safra do Brasil que já movimenta o mercado, o setor cafeeiro também segue atento à oferta dos demais países produtores de café. Os impasses econômicos na Etiópia, maior produtor e segundo maior exportador de café da África, também preocupa o setor. De acordo com informações da Bloomberg, com o salto dos preços do café, alguns fornecedores da Etiópia não estão cumprindo acordos fechados quando as cotações estavam mais baixas, disseram pessoas a par do assunto, o que tende a apertar ainda mais a oferta para tradings e torrefadores.
Na Bolsa de Londres, o café tipo conilon voltou a subir, mesmo com a colheita do Vietnã, maior produtor de café tipo conilon do mundo. Janeiro/22 tinha alta de US$ 13 por tonelada, valendo US$ 2310, março/22 tinha alta de US$ 3 por tonelada, valendo US$ 2237, maio/22 tinha alta de US$ 5 por tonelada, valendo US$ 2206 e julho/22 tinha alta de US$ 5 por tonelada, valendo US$ 2201.
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