Inflação na zona do euro tem recorde em novembro, provavelmente chegando a pico
![]()
A inflação da zona do euro disparou à maior taxa já registrada em novembro devido ao aumento dos custos de energia, provavelmente atingindo um pico antes de uma lenta desaceleração que vai mantê-la alta por grande parte do próximo ano, mostraram dados da Eurostat nesta terça-feira.
A alta dos preços ao consumidor nos 19 países que usam o euro acelerou a 4,9% em novembro sobre o ano anterior, de longe o nível mais alto nos 25 anos da série histórica, de 4,1% um mês antes e acima da expectativa de 4,5%.
Os preços da energia dispararam 27% em comparação com o mesmo período do ano anterior, refletindo a alta dos custos do petróleo, mas a inflação de serviços e produtos industriais não relacionados a energia, um peso nos últimos anos, ficou acima de 2%, sugerindo rápido aumento nas pressões de preços.
Embora a inflação esteja agora em mais do que o dobro da meta de taxa de 2% do Banco Central Europeu, isso não deve provocar qualquer ação de política monetária, mesmo que os dados possam desencadear pressão política sobre o BCE para que contenha o aumento dos preços.
Há tempos o BCE argumenta que o salto da inflação é temporário, causado por uma série de fatores pontuais, e que vai enfraquecer com o tempo. Portanto, uma ação de política monetária agora seria contraprodutiva, já que prejudicaria o crescimento econômico bem quando a inflação começa a diminuir por si só.
0 comentário
Ações europeias fecham estáveis com cautela por alta do petróleo; Novartis recua
Produção de veículos no Brasil cresce em agosto, diz Anfavea
Rússia ataca Kiev após breve pausa para visita de enviados dos EUA, matando 5 pessoas
Wall Street recua com petróleo em máxima de mais de seis semanas por tensões no Golfo
Segunda Turma do STF tem maioria para manter diretor da PF afastado
Ibovespa avança 2% e ronda 189 mil pontos com eleição e commodities sob holofote