Dólar ronda estabilidade contra real antes de dados de emprego dos EUA; moeda caminha para alta semanal
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O dólar tinha pouca alteração frente ao real nesta sexta-feira, conforme investidores aguardavam importantes dados de emprego dos Estados Unidos, que podem reforçar as expectativas de que o Federal Reserve antecipará aumentos de juros na maior economia do mundo.
A moeda caminhava para forte alta semanal, após vários dias difíceis para ativos de países emergentes em meio a temores sobre a variante Ômicron do coronavírus.
Às 9:50, o dólar recuava 0,07%, a 5,6555 reais na venda, enquanto o dólar futuro subia 0,20%, a 5,6895 reais.
Na semana, a divisa norte-americana acumulava avanço de mais de 1%, após fechar a última sexta-feira em 5,5961 reais.
As expectativas internacionais giravam em torno do relatório de emprego do governo norte-americano, conhecido como "payroll", nesta sessão, uma vez que o banco central dos Estados Unidos condicionou o aperto de sua política monetária à recuperação do mercado de trabalho doméstico.
A expectativa em pesquisa da Reuters com economistas é de criação de 550 mil postos de trabalho fora do setor agrícola dos EUA. Qualquer leitura robusta deve reforçar apostas de que o Fed acelerará o ritmo da redução de suas compras mensais de títulos, possivelmente abrindo caminho para aumentos de juros mais cedo do que o esperado.
Isso, por sua vez, é visto como benéfico para o dólar. O índice da moeda norte-americana contra uma cesta de seis rivais fortes subia 0,10% antes da divulgação dos dados de emprego, às 10h30. A leitura será referente a novembro.
Mas fatores domésticos forneciam algum suporte ao real nesta sexta-feira, segundo especialistas. Na quinta-feira, o Senado aprovou, em dois turnos, a PEC dos Precatórios, que altera o prazo de correção do teto de gastos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
A proposta "abre espaço para novas despesas no próximo ano, mas diminui as incertezas fiscais na percepção do mercado", avaliou a XP em nota matinal.
Alguns investidores haviam mostrado preocupação, nas últimas semanas, com a possibilidade de o governo adotar medidas muito prejudiciais do ponto de vista fiscal caso a PEC não passasse pelo Congresso, uma vez que vê o financiamento de auxílio à população de pelo menos 400 reais por família como uma prioridade para 2022, ano eleitoral.
Alterado durante a tramitação no Senado, o texto da PEC terá de voltar à Câmara dos Deputados.
Sobre a variante Ômicron, que provocou fortes oscilações nos mercados internacionais nas últimas sessões, a XP escreveu que esperanças de que as vacinas atuais devem oferecer proteção contra casos severos da cepa parecem amenizar a volatilidade.
Na última sessão, o dólar à vista caiu 0,21%, a 5,6594 reais na venda.
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