FMI diz que política monetária dos EUA deveria focar mais riscos de inflação
![]()
Por Andrea Shalal
WASHINGTON (Reuters) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou nesta sexta-feira sobre a intensificação de pressões inflacionárias, especialmente nos Estados Unidos, e também novas incertezas causadas pela variante Ômicron do coronavírus, afirmando que o banco central norte-americano deveria focar mais os riscos de inflação.
Em texto publicado num blog nesta sexta-feira, a economista-chefe do FMI, Gita Gopinath, e Tobias Adrian, chefe da divisão de mercados monetários e de capitais do Fundo, alertaram que o ressurgimento da pandemia e a variante Ômicron aumentaram com força a incerteza em torno das perspectivas econômicas globais.
Mas eles disseram que a força da recuperação e a magnitude das pressões inflacionárias variam muito entre os países, e que as respostas podem ser calibradas para as circunstâncias únicas de economias individuais.
Nos EUA, onde os preços ao consumidor atingiram máxima de 31 anos em outubro, há bases, segundo eles, para que a política monetária coloque maior peso sobre os riscos de inflação em comparação com outras economias avançadas, incluindo a zona do euro.
"Seria apropriado para o Federal Reserve acelerar a redução das compras de ativos e antecipar a trajetória de altas dos juros", escreveram eles, ecoando comentários feitos nesta semana pelo chair do Fed, Jerome Powell.
Ao longo do tempo, escreveram, outros países podem precisar apertar a política monetária mais cedo que o esperado se as pressões inflacionárias se tornarem mais generalizadas.
Eles pediram que as autoridades permaneçam ágeis, focadas em dados e comuniquem cuidadosamente suas ações de política monetária "para não provocar pânico no mercado que teria efeitos prejudiciais", especialmente a economias emergentes e em desenvolvimento.
0 comentário
Bolsonaro teve novos episódios de soluços e passou por mais um procedimento, diz boletim
Índices S&P 500 e Nasdaq ficam estáveis em negociações fracas de fim de ano e Meta sobe com acordo
Ibovespa sobe no último pregão de ano e confirma melhor desempenho desde 2016, com ganho de 34%
Dólar à vista fecha o dia em queda firme e acumula recuo de mais de 11% no ano
Taxas dos DIs fecham estáveis com dados de emprego e ata do Fed no radar
Índia impõe tarifa de três anos sobre alguns produtos de aço para conter importações baratas