Com o período festivo e a oferta de gado restrita, o cenário no curto prazo é de preços firmes para o boi gordo
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As cotações do boi gordo devem seguir sustentadas no curto prazo em razão da oferta limitada de animais para abate e com a proximidade das festas de final de ano. O relatório mensal do Itaú BBA apontou que não deve haver elevação substancial das entregas de gado pronto até o final do ano, mas a demanda doméstica pode se acomodar um pouco.
Para o próximo ano, a expectativa é que podemos ver um gradual aumento da participação de fêmeas nos abates dado que o bezerro acomodando deve tirar um pouco o brilho da cria, mas não é esperado um excesso de oferta. “E essa tendência de acomodação do bezerro deve aliviar um pouco a reposição para a recria-engorda, após estes últimos anos desafiadores”, informou em seu relatório.
A necessidade de compra da indústria para o abastecimento do final do ano foi determinante para a recuperação dos preços da arroba bovina. “No início de novembro, a oferta reduziu bastante levando a uma rápida elevação do preço do boi, o que teve também a ajuda da recuperação da carcaça dianteira no atacado, que havia cedido bastante desde o embargo mas que também voltou a subir”, destacou.
O preço da carcaça traseira, que não cedeu com o embargo,renovou os recordes em novembro e negociada próximo de R$ 24,50/kg nos últimos dias. Diante desse cenário, o spread da venda de carcaça no mercado interno, que havia se elevado bastante com o boi barato relativamente à carne em outubro, se ajustou novamente para baixo em novembro e ainda mais na parcial de dezembro.
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