Dólar resiste em alta mesmo após leilão do BC; exterior pesa
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O dólar desacelerou a alta frente ao real após o anúncio pelo Banco Central de venda de moeda no mercado à vista, mas a cotação seguia pressionada e esboçava fôlego renovado, em meio ao dia de aversão a risco nas praças externas num período tradicionalmente de liquidez mais fraca.
Às 13:48 (de Brasília), o dólar à vista avançava 0,87%, a 5,6625 reais na venda. O contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,78%, a 5,6855 reais, depois de superar 5,70 reais.
O Banco Central voltou a aumentar a oferta de moeda estrangeira no mercado de câmbio ao vender 905 milhões de dólares em moeda física, o que ajudou a tirar a divisa norte-americana de máximas perto de 5,68 reais nesta segunda-feira.
O BC anunciou a operação às 13h10 (de Brasília), quando a cotação estava por volta de 5,67 reais, depois de saltar 1,17%, a 5,679 reais, em torno de 13h.
É a segunda sessão consecutiva em que o Bacen faz oferta de dólar à vista, instrumento geralmente utilizando em momentos de maior escassez de moeda física no mercado.
Mais cedo, o BC já havia irrigado o mercado de câmbio com 700 milhões de dólares via contratos de swap cambial tradicional --cuja colocação equivale a uma venda de dólares no mercado futuro.
As intervenções do Bacen coincidem com período em que a Petrobras paga dividendos de ADRs (recibos de ações negociados nos EUA). Remessas de lucros e pagamentos de juros de títulos também pressionavam a liquidez.
Lá fora, o índice do dólar subia 0,15%, enquanto em Nova York os índices de ações tinham fortes perdas. O mercado mostra ansiedade antes de uma série de decisões de política monetária por importantes bancos centrais nesta semana, entre os quais o norte-americano.
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