China corta taxa de empréstimo e mercado vê mais afrouxamento em 2022
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A China cortou sua taxa referencial de empréstimo (LPR) pela primeira vez em 20 meses nesta segunda-feira, em uma tentativa de impulsionar o crescimento da economia, embora permaneça cautelosa em afrouxar as condições no mercado imobiliário altamente alavancado do país.
A LPR de um ano foi reduzida em 5 pontos básicos, a 3,80%, enquanto a taxa de cinco anos permaneceu em 4,65%.
O corte da LPR foi o primeiro desde abril de 2020.
Vinte e nove dos 40 operadores e economistas consultados pela Reuters na semana passada previam reduções na LPR.
A maioria dos empréstimos novos e pendentes na China é baseado na LPR de um ano, enquanto a taxa de cinco anos influencia o preços das hipotecas imobiliárias.
"O corte reforça nossa visão de que as autoridades estão cada vez mais abertas a redução dos juros em meio a obstáculos econômicos iminentes", disse Xing Zhaopeng, estrategista sênior da ANZ.
No entanto, ele destacou que a decisão de manter a taxa de cinco anos mostra que Pequim prefere "não usar o setor imobiliário para estimular o crescimento econômico".
Alguns analistas disseram que os dois cortes da taxa de compulsório realizados este ano pelo banco central permitiram que as instituições reduzissem seus custos de empréstimo, com os bancos economizando até 28 bilhões de iuanes (4,39 bilhões de dólares), segundo estimativas do Goldman Sachs.
Embora a decisão de reduzir a LPR tenha sido amplamente esperada, ela destaca a divergência de política monetária da China em relação a outros grandes bancos centrais, que devem aumentar os juros.
Alguns analistas esperam que Pequim possa afrouxar a política monetária ainda mais para conter a desaceleração econômica, embora eles sigam divididos sobre a trajetória do afrouxamento.
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