Petróleo salta 2% com manifestações no Cazaquistão e fornecimento impactado na Líbia
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Os preços do petróleo subiam até 2% nesta quinta-feira (06) no exterior em meio repercussão de manifestações por preço de combustíveis no membro da Opep e produtor de petróleo, o Cazaquistão, além de impactos no fornecimento do óleo da Líbia.
Às 12h38 (horário de Brasília), o petróleo WTI subia 2,26%, ou US$ 1,76 o barril, a US$ 79,61 o barril. Enquanto que o Brent era cotado a US$ 82,13 o barril com valorização de 1,65%.
Os principais contratos do óleo atingiram os níveis mais altos desde o final de novembro pela manhã.
De acordo com agências de notícias, os protestos no Cazaquistão, que derrubaram o governo do país, começaram por causa do aumento dos preços dos combustíveis, principalmente o gás liquefeito de petróleo (GLP), e se espalharam pelo país nos últimos dias.
Segundo a Reuters, a Rússia enviou paraquedistas ao país nesta quinta-feira para ajudar a conter os protestos em todo o país. A polícia no país não conseguia controlar os manifestantes.
"A situação política no Cazaquistão está se tornando cada vez mais tensa", disse à Reuters o Commerzbank sobre as manifestações. O país produz atualmente 1,6 milhão de barris por dia, mas não havia indícios de impactos na produção do óleo até o momento.
Já na Líbia, a produção diária caiu mais de 500 mil barris nos últimos dias por conta da manutenção de oleodutos e fechamentos de campos de petróleo no país, segundo a agência de notícias Reuters.
O mercado ainda monitora no cenário internacional a queda nos estoques de petróleo bruto dos EUA na semana passada, além da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA).
Além disso, a Opep+, grupo que inclui membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, Rússia e outros produtores, concordou na terça-feira em adicionar mais 400 mil bpd de fornecimento em fevereiro.
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