Goiás deve registrar crescimento de 22,2% na safra de grãos 2021/2022
Divulgado nesta terça-feira (11/01), o quarto levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê crescimento de 22,2% na safra de grãos 2021/2022, em Goiás, em relação à safra anterior (2020/2021). A expectativa é de produção superior a 29,0 milhões de toneladas, com produtividade de 4,4 toneladas por hectare, aumento de 15,1%. Já em relação à área cultivada, a estimativa é de mais de 6,5 milhões de hectares, crescimento de 6,2% em comparação com a safra anterior.
No caso da soja, o levantamento da Conab aponta para aumento de 4,6% na atual safra, com mais de 14,3 milhões de toneladas, e crescimento de 7,9% na área plantada, com quase 3,7 milhões de hectares. Com isso, Goiás deve ser o quarto maior produtor de soja do País, atrás apenas de Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Paraná.
Já no milho total (1ª e 2ª safras), a previsão é que Goiás registre aumento de 52%, com mais de 12,8 milhões de toneladas produzidas no Estado. A produtividade deve saltar também em 46,9%, chegando ao volume superior a 6,7 toneladas por hectare. Com esse resultado, o Estado ocupa a terceira posição no ranking nacional de produção, atrás de Mato Grosso e Paraná.
Nas culturas de sorgo e girassol, Goiás deve manter a primeira posição de maior produtor dos grãos no Brasil. A expectativa é de aumento de 26,6% no cultivo de sorgo em terras goianas, com 1,14 milhão de toneladas, e também de 26,6% em produtividade, com mais de 3,03 toneladas por hectare. No girassol, o crescimento na produção deve alcançar 68%, com 33,6 mil toneladas.
Segundo o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tiago Mendonça, apesar das chuvas que caíram nas últimas semanas terem deixado vários setores, como o agro, em alerta, a produção de grãos deve alcançar números expressivos na safra 2021/2022, como aponta a Conab, principalmente nas culturas de soja e milho. “Tivemos um período de plantio excepcional em Goiás e isso contribuiu para a previsão de aumento na produção, produtividade e área plantada em diferentes culturas no Estado”.
Entretanto, o titular a Seapa acrescenta que é preciso acompanhar algumas atividades, de forma pontual, e verificar se o excesso de chuvas vai interferir na colheita e produtividade. “Os técnicos e assessores da Seapa estão monitorando isso, inclusive no Norte e Nordeste do Estado, como é o caso do município de Flores de Goiás, que é forte na produção de arroz e que sofreu bastante com esse período chuvoso”, destaca.
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