Cebola/Cepea: Como está a safra 2021/22?
O início deste ano tem sido marcado por baixa procura por cebola, principalmente nas regiões de Ituporanga (SC) e Guarapuava (PR). De acordo com colaboradores do Hortifruti/Cepea, esta queda na demanda é reflexo da semana de Natal, quando houve alta procura e as praças foram abastecidas.
O cenário de mercado mais fraco chegou a se estender em ambos os estados ainda na segunda semana do ano. A única diferença é que, de 10 a 14/01, o Rio Grande do Sul acabou ofertando cebolas por um preço menor, dificultando ainda mais as vendas dos produtores de Ituporanga e Guarapuava. O motivo dos valores inferiores da praça gaúcha é que a safra caminha para a finalização da colheita e não há capacidade de armazenamento, o que eleva a necessidade de escoamento na região.
Quanto à produção, ainda segundo colaboradores do Hortifruti/Cepea, a produtividade no Paraná registrou queda por conta das precipitações diárias no início do mês, o que acabou impedindo que alguns cebolicultores realizassem suas colheitas. No Nordeste, as regiões do Vale do São Francisco (PE/BA) e de Mossoró (RN) também apresentam condições climáticas desfavoráveis, pois a grande quantidade de chuva acabou afetando a colheita e, consequentemente, a qualidade das cebolas.
O estado de Santa Catarina apresenta um cenário diferente em relação à qualidade, devido ao tempo seco. Desde o final de outubro, o clima vem sendo favorável, em especial nas áreas mais altas do estado. Em Ituporanga (SC) e Lebon Régis (SC), a colheita tem sido satisfatória, assim como o armazenamento dos bulbos.
Neste contexto, a tendência é que as praças catarinenses tenham um bom resultado e ofereçam cebolas de qualidade até maio, por conta de armazenamento e da situação climática favorável. O Sul é o principal fornecedor e abastece as demais regiões do País, cenário que será observado até maio – as importações devem começar em meados de fevereiro e o volume dependerá da oferta interna.
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