EUA negocia com produtores de energia fornecimento para Europa caso Rússia invada Ucrânia
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Por Humeyra Pamuk e Steve Holland
WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos estão em negociações com países e empresas produtoras de energia de todo mundo por conta de um potencial desvio de fornecimento para a Europa caso a Rússia venha a invadir a Ucrânia, afirmaram autoridades do governo Biden nesta terça-feira.
Ao falar a jornalistas em uma teleconferência, as autoridades não ofereceram nomes de países ou empresas específicas com as quais estão negociando para garantir um fluxo ininterrupto de energia para a Europa para o restante do inverno, mas disseram que há uma ampla gama de fornecedores, inclusive exportadores de gás natural liquefeito (GNL).
A Reuters reportou no início do mês que autoridades do Departamento de Estado estavam discutindo planos de contingência com empresas de energia para garantir o fornecimento estável para a Europa caso o conflito entre Rússia e Ucrânia interrompa o fornecimento vindo da Rússia.
"Estamos trabalhando para identificar volumes adicionais de gás natural não-russo de várias áreas do planeta: do norte da África e Oriente Médio e dos Estados Unidos", afirmou uma autoridade sênior em condição de anonimato.
"Proporcionalmente, estamos em discussões com grandes produtores de gás natural pelo mundo para entender suas capacidades e disposição para expandir temporariamente a produção de gás natural para alocar os volumes aos compradores europeus", disse a autoridade.
O plano da Casa Branca é complicado pelo fato de produtores mundiais de GNL já estarem produzindo o máximo possível. A Reuters reportou que as empresas contatadas disseram às autoridades do governo norte-americano que a oferta global de gás é apertada e que há pouco disponível para substituir os grandes volumes vindos da Rússia.
(Reportagem de Humeyra Pamuk e Steve Holland)
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