Comissão Europeia reduz estimativa de crescimento da zona do euro em 2022
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O crescimento econômico da zona do euro neste ano será mais lento do que o esperado antes devido a uma nova onda de infecções por Covid-19, preços altos da energia e problemas contínuos no lado da oferta, enquanto a inflação ficará muito mais elevada, disse a Comissão Europeia.
Em suas projeções econômicas regulares, o braço executivo da UE disse que o Produto Interno Bruto dos 19 países que usam o euro crescerá 4,0% este ano e 2,7% em 2023.
A estimativa representa um corte em comparação com novembro, quando a Comissão projetou expansão de 4,3% em 2022 e 2,4% em 2023, e está perto da visão do Fundo Monetário Internacional, que prevê crescimento de 3,9% este ano e de 2,5% em 2023.
"Obstáculos múltiplos esfriaram a economia da Europa: a rápida disseminação da Ômicron, nova alta da inflação devido ao aumento dos preços de energia e interrupções persistentes na cadeia de oferta", disse o Comissário Econômico Europeu, Paolo Gentiloni.
"Com a expectativa de que esses obstáculos diminuam progressivamente, projetamos que o crescimento vai acelerar de novo."
A Comissão projeta que a inflação este ano será de 3,5%, bem acima da meta de 2,0% do Banco Central Europeu e muito acima de sua própria projeção de novembro de 2,2%. Também é uma estimativa mais pessimista do que a do BCE em dezembro, quando o banco projetou inflação de 3,2% este ano.
Preocupado com a duração maior do que o esperado do aumento nos preços ao consumidor, o BCE adotou um tom mais duro com a inflação e começou a preparar os mercados para o fim de seu estímulo não convencional, com alguns membros da diretoria pedindo aumento dos juros já este ano.
Mas a Comissão, como o FMI, projeta que a inflação vai desacelerar de novo no próximo ano para 1,7%, abaixo da meta do BCE, de forma que um potencial aumento dos juros aconteceria exatamente quando a alta dos preços desacelerasse de novo. Em dezembro, o BCE projetou inflação de 1,8% para 2023.
"As pressões de preços devem permanecer fortes até o verão (do hemisfério Norte), e depois a inflação deve cair conforme se modera o aumento dos preços de energia e os gargalos de oferta diminuem. Entretanto, a incerteza e os riscos permanecem altos", disse Gentiloni.
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