La Niña: NOAA informa que transição para fase neutra pode ser mais lenta e MetSul alerta para risco de frio mais cedo no milho safrinha
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Em atualização divulgada na manhã desta quinta-feira (10), a Administração Oceânica e Atmosférica (NOAA) apontou 77% de chances do fenômeno La Niña entre março e maio de 2022. A atualização traz uma diferença em relação à análise do mês passado, quando o modelo norte-americano indicava 67% de chances do La Niña durante o outono Brasil.
Segundo a meteorologista Estael Sias, da MetSul, na prática isso significa que a expectativa de mudança para fase de transição para neutralidade é mantida, mas que ela deverá acontecer de forma mais lenta do que era previsto anteriormente. "Essa transição, pela essa atualização, há um indicativo de que essa transição seja um pouco mais lenta, provavelmente entre o final do nosso outono e começo de inverno. A gente segue com La Niña até o final do Verão, e ao longo do Outono ele terá um impacto importante", acrescenta.
Para áreas de produção agrícola, a meteorologista explica que além do agricultor, principalmente nos três estados da região Sul do Brasil, continuar observando irregularidade nas precipitações, além disso, o alerta da consultoria é para risco de antecipação de ondas de frio. "Para o milho safrinha isso pode ser um risco se a geada chegar cedo e o plantio não conseguir fazer já em seguida porque não está tendo a chuva. Então acho que hoje, com essa informação, a preocupação é com a chuva irregular e a chegada da geada mais cedo. O frio não é tão preocupante, mas a geada sim", afirma a meteorologista.
A atualização do NOAA trouxe também que ainda há um certo grau de incerteza com relação de como o fenômeno deve se comportar daqui pra frente devido à barreira de previsibilidade durante a Primavera no Hemisfério Norte. "O consenso dos meteorologistas favorece os modelos que sugerem um declínio mais lento do La Niña ao longo da primavera. No entanto, o ENSO-neutro ainda está previsto para retornar no verão do Hemisfério Norte, embora a chance não exceda 57% durante junho-agosto de 2022, refletindo a incerteza associada à barreira de previsibilidade da primavera", destacou a publicação oficial do NOAA.
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