Milho volta do feriado norte-americano subindo mais de 1% em Chicago
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A terça-feira (22) começa com os preços futuros do milho praticamente inalterados na Bolsa Brasileira (B3). Mesmo assim, as principais cotações ainda se mantinham no campo positivo por volta das 09h14 (horário de Brasília).
O vencimento março/22 era cotado à R$ 97,03 com estabilidade, o maio/22 valia R$ 95,00 com alta de 0,08%, o julho/22 era negociado por R$ 90,18 com elevação de 0,65% e o setembro/22 tinha valor de R$ 89,89 com ganho de 0,73%.
Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a B3 está sob correções técnicas, sem pressão de vendas e sem o comprador interessado.
“Internamente não tem muito movimento. Está colhendo ainda parte da safra de verão e a safrinha está sendo plantada na época certa, o que é bom para o potencial produtivo e para conseguir uma boa colheita”, diz.
Mercado Externo
Na volta do feriado norte-americano, a Bolsa de Chicago (CBOT) abriu o pregão em disparada para os preços internacionais do milho futuro por volta das 09h05 (horário de Brasília).
O vencimento março/22 era cotado à US$ 6,63 com valorização de 9,50 pontos, o maio/22 valia US$ 6,61 com ganho de 8,75 pontos, o julho/22 era negociado por US$ 6,54 com alta de 7,75 pontos e o setembro/22 tinha valor de US$ 6,14 com elevação de 6,00 pontos.
Segundo informações da Agência Reuters, o milho atingiu seu maior nível em sete meses devido a preocupações com a interrupção da oferta das principais regiões exportadoras de grãos do Mar Negro, à medida que a crise Rússia-Ucrânia se aprofundava.
“A situação Rússia-Ucrânia está ficando séria. A questão vai dominar a direção comercial”, disse um trader de grãos de Cingapura à Reuters.
Outro ponto que deu suporte ao milho foi o petróleo, que saltou para uma alta de sete anos, enquanto o flanco leste da Europa estava à beira da guerra depois que o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou que tropas fossem para regiões separatistas do leste da Ucrânia.
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