Biden deve anunciar embargo a petróleo russo, dizem fontes
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WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deve anunciar um embargo ao petróleo russo em comentários às 12h45 (horário de Brasília) nesta terça-feira, disseram fontes familiarizadas com o assunto.
A Casa Branca disse que Biden estava programado para anunciar mais ações nesta terça-feira contra a Rússia após a invasão em 24 de fevereiro do território da Ucrânia, mas não mencionou especificamente importações de petróleo.
Biden tem trabalhado com aliados na Europa que são mais dependentes do petróleo russo.
Duas pessoas familiarizadas com o assunto disseram à Reuters na segunda-feira que os EUA estavam dispostos a avançar com a proibição das importações de petróleo russo sem a participação dos aliados na Europa.
Os preços do petróleo subiam forte nesta terça-feira, com o Brent ultrapassando 129 dólares o barril, com expectativas de que os Estados Unidos anunciem uma proibição formal às importações de petróleo russo alimentando preocupações com a oferta. O contrato para maio operava em alta de mais de 5% por volta das 11h45 (horário de Brasília).
O senador norte-americano Chris Coons disse que o governo estava coordenando com os aliados europeus "e certificando-se de que fizemos o trabalho de base para entender como implementar efetivamente uma proibição da energia russa."
A Casa Branca também está negociando com líderes do Congresso dos EUA que estão trabalhando em uma legislação acelerada para proibir as importações russas, um movimento que está forçando o governo a trabalhar em um cronograma acelerado, disse uma fonte à Reuters, falando sob condição de anonimato.
"Vamos ver o aumento dos preços do gás aqui nos Estados Unidos. Na Europa, eles verão aumentos dramáticos nos preços. Esse é o custo de defender a liberdade e ficar de pé ao lado do povo ucraniano, mas vai nos custar", afirmou Coons em entrevista à CNN.
Os Estados Unidos importaram mais de 20,4 milhões de barris de produtos brutos e refinados de petróleo por mês, em média, da Rússia em 2021, cerca de 8% das importações de combustíveis líquidos dos EUA, de acordo com a Administração de Informação de Energia (AIE).
(Reportagem de Steve Holland e Jeff Mason)
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