Petróleo cai mais de 5% nesta 2ª feira em meio preocupações com a demanda chinesa
Os preços do petróleo recuavam cerca de 5% nesta manhã de segunda-feira (28) em meio temores com a demanda mais fraca por combustíveis na China, já que o país registra crescimento dos casos de Covid-19 e novos isolamentos.
Às 08h51 (horário de Brasília), o petróleo WTI caía 5,54%, ou US$ 6,31 o barril, a US$ 107,59 o barril. Enquanto que o Brent era cotado a US$ 111,41 o barril com desvalorização de 5,08%.
Na última semana, o mercado do petróleo registrou valorização, com seus primeiros ganhos semanais em três semanas, ficando em cerca de US$ 110 o barril. O óleo do tipo Brent subiu 11,8% e o WTI 8,8% no acumulado da semana.
Xangai instituiu restrições para 26 milhões de pessoas nesta segunda-feira, na tentativa de conter a propagação do coronavírus.
"Isso também está gerando preocupações crescentes de que a política rígida de zero Covid da China levará a repetidos bloqueios nos principais centros de negócios", disse Carsten Fritsch, analista do Commerzbank, em nota.
A China é a maior importadora de petróleo do mundo, com uma projeção de compras menor em abril, de 800 mil barris (bpd).
As esperanças na negociação da guerra entre Rússia e Ucrânia, que podem ter início na Turquia na terça-feira, contribuem para a pressão no mercado do óleo.
Na quinta-feira desta semana, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados (Opep+) se reúne para discutir um aumento planejado de 432 mil bpd nas cotas de produção, após várias reticências do bloco em acelerar os aumentos de produção.
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