Aprovado benefício fiscal a farelo e óleo de milho
Por 13 votos favoráveis e nenhum contrário, a Comissão de Assuntos Econômicos aprovou parecer favorável ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 117/2018, que estende ao farelo e ao óleo de milho a isenção do PIS/Pasep e da Cofins concedida à soja. Se não houver recurso para votação no Plenário, o texto segue agora para a Câmara dos Deputados.
De autoria do ex-senador Cidinho Santos, a proposição altera a Lei 12.865, de 2013, que suspendeu a incidência da Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre as receitas da venda de soja, dando aos dois derivados do milho o mesmo tratamento.
Cidinho argumenta que o tratamento diferenciado não se justificaria porque são produtos que contribuem de forma equivalente tanto no aumento de empregos (direto ou indireto), quanto na produção de alimentos para o consumo humano e de insumos para outras cadeias do agronegócio.
'Milho sagrado'
A senadora Kátia Abreu (PP-TO) foi a relatora na CAE e disse que "milho, mandioca e leite são produtos sagrados para o povo brasileiro".
— Ótimo que os produtores tenham o benefício, mas a grandeza maior da iniciativa diz respeito ao consumidor, pois se o produtor tiver condições de baixar os custos poderá vender mais barato, principalmente num momento de renda baixa e inflação em alta — afirmou.
O texto já havia sido aprovado pela Comissão de Agricultura (CRA), que acrescentou duas emendas para estender o benefício também aos outros derivados do milho.
No entanto, Kátia Abreu rejeitou as emendas e restaurou a proposta original. Ela argumenta que o Ministério da Economia estimou a perda de receita em R$ 28,64 milhões por ano. Com a inclusão dos outros derivados, esse impacto saltaria para cerca de R$ 229,76 milhões anuais.
Remédios
Outro projeto na pauta da CAE desta terça-feira, o PLS 523/2011, do senador Alvaro Dias (Podemos-PR), foi retirado de pauta a pedido do relator, Rogério Carvalho (PT-SE), que alegou a necessidade de mais tempo para concluir seu voto.
O texto promove abatimento no Imposto de Renda pela compra de medicamentos contra várias doenças, incluindo câncer e diabetes. O presidente da CAE, senador Otto Alencar (PSD-BA), defendeu o retorno da proposta na próxima reunião da comissão. O parlamentar criticou ainda o governo federal pela descontinuidade do programa Farmácia Popular, que proporcionava medicamentos de uso continuado para população de baixa renda.
Rogério Carvalho também reclamou do fim da Farmácia Popular e lembrou que a iniciativa prolongou e deu qualidade de vida a milhões de brasileiros.
— Portanto deveria ser considerado algo prioritário, que nunca deveria ter saído da pauta de prioridade de qualquer governo, independente do matiz ideológico — opinou.
0 comentário
Milho recua em Chicago nesta quarta-feira com realização de lucros antes do USDA e menor prêmio de risco
Milho mais novo ainda pode se recuperar após geada no RS, enquanto áreas mais adiantadas já inspiram mais preocupação
Milho ganha peso no planejamento da soja em MT e produtor busca antecipar plantio para preservar janela da safrinha
Cotações do milho recuam em Chicago na manhã desta quarta-feira, mas cenário segue indicando altas
Exportações de milho da Argentina devem bater recorde com guerra na Ucrânia e onda de calor na Europa
Em dia de correções, milho recua em Chicago nesta terça-feira, mas cenário segue com fatores de sustentação