Distribuidores de aços planos veem preços elevados de usinas, mas dificuldade para importar
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SÃO PAULO (Reuters) - Comercializadores de aços planos do Brasil estão vendo os preços do produto no país até 20% mais elevados que os praticados no exterior, mas uma situação de incertezas sobre câmbio e dificuldades logísticas tornam a importação um jogo arriscado, segundo relato nesta terça-feira da entidade que representa o setor, o Inda.
"O prêmio da bobina a quente hoje está muito alto, acima de 20%. Mas importar é jogar na roleta, um jogo quase de bolsa (de valores)", disse o presidente do Inda, Carlos Loureiro, a jornalistas nesta terça-feira.
Segundo ele, para enfrentar a situação, distribuidores estão mantendo os estoques em níveis suficientes para atender apenas suas operações, o que está já está refletindo no consumo aparente de aço no país. No primeiro quadrimestre, o consumo aparente caiu cerca de 14% sobre um ano antes, segundo dados do Instituto Aço Brasil, que representa as siderúrgicas.
Em abril, as vendas dos distribuidores de aços planos caíram 20,9% sobre março, para 302,7 mil toneladas, e recuaram 11,8% sobre o mesmo mês de 2021. As compras tombaram 27,7% na comparação mensal e 27,5% na anual, para 250,1 mil toneladas.
A projeção do Inda para maio é que as compras cresçam 14% ante abril e as vendas recuem 5%, de modo a manter o nível estoque do setor estabilizado.
Em abril, o volume estocado pelos distribuidores era de 721,8 mil toneladas, queda de 6,8% ante março.
(Por Alberto Alerigi Jr.; edição de André Romani)
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