Tombo do iene pode abrir espaço para BC do Japão ajustar política monetária
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A decisão do Banco do Japão de defender seu teto de rendimento tem recebido críticas de investidores, que apostam que a instituição pode ceder às forças do mercado global, abrindo pequena chance de ajuste em sua política monetária no curto prazo.
Embora poucos esperem que o banco central faça uma mudança na sexta-feira em sua política de controle da curva de juros, que orienta o rendimento do título do governo japonês de dez anos em torno de 0%, quedas acentuadas no iene estão deixando algumas autoridades ansiosas.
As quedas têm sido motivadas, em parte, pelos esforços agressivos do banco para defender um teto implícito de 0,25% para a meta do rendimento de dez anos.
Cinco autoridades do governo e fontes familiarizadas com o pensamento do banco central dizem que a chave para sua ação na reunião de sexta-feira pode ser até onde o iene cairá ante as atuais mínimas de 24 anos, podendo representar um risco grande o suficiente para justificar resposta de política monetária.
"Os bancos centrais não visam as taxas de câmbio na condução da política monetária", disse uma das fontes. "Mas o iene vem caindo em ritmo tão acentuado que está prejudicando a economia, o que merece atenção."
Uma segunda fonte ecoou essa visão.
"Esperamos que o Banco do Japão dê algum tipo de passo na reunião de sexta-feira", disse um funcionário do governo à Reuters, falando sob condição de anonimato.
"É difícil pensar que o banco não fará nada quando o Federal Reserve dos EUA pode aumentar os juros em 75 pontos-base."
A analista veterana do banco central japonês Naomi Muguruma espera que autoridade monetária mantenha seu posicionamento na sexta-feira, mas disse que a instituição pode aumentar seu limite de rendimento de 0,25% para 0,50% se o governo pedir ajuda para conter quedas acentuadas do iene.
Tal aumento no limite de rendimento seria acompanhado por uma intervenção de compra de ienes por parte do governo.
"Este é um cenário de risco caso o iene continue caindo, e está claro que os movimentos estão prejudicando o sentimento corporativo e doméstico", disse ela.
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