Pressão de alta segue na maior parte das praças pecuárias do país, apesar da baixa liquidez no volume de negócios

Publicado em 28/06/2022 15:15

O mercado físico do boi gordo registrou fraco  volume de negócios nesta terça-feira. Ao passo  em que a semana avança, há um posicionamento  mais defensivo por parte das indústrias  frigoríficas, as quais optam por se ausentar das  operações de compra de gado, apesar das escalas  de abate não renovarem incrementos superiores a  5 dias. 

Nesta toada, boa parte das unidades de abate  abstêm-se do ambiente de negócios, de modo a  tentar resistir a especulação altista observado no  cenário atual, evitando repiques mais  significativos nas praças pecuárias da região, bem  como atuando sob cautela visando manter  minimamente adequada suas margens operacionais sem prejudicar o escoamento da  produção. 

Este é o cenário, sobretudo, para as operações na  região Sudeste, notadamente para as indústrias  paulistas. Estas atuam de forma cadenciada por  possuírem volumes de gado para abate disponível  para uma semana, o que fundamenta a ausência do  mercado neste período, bem como aguardar melhores resultados de demanda de carne com a  virada do mês.

Os preços da arroba no mercado paulista seguem  sob manutenção de acordo com a cobertura da  IHS Markit. Entretanto, registrou-se negócios que  variando em patamares superiores, porém são  condicionados a características particulares na  negociação, como, gados de confinamento,  distância das unidades, frete e volume/tamanho do  lote de animais disponíveis. De toda forma, ainda  não seguem como preços de balcão.

Por outro lado, nas regiões Norte e Nordeste do  país, ainda há volumes de animais disponíveis  atendendo as escalas em torno de 8 dias. De toda  forma, pecuaristas seguem optando por aguardar  melhores condições de preços, represando os  animais nas propriedades que ainda possuem  pastagem que garantem minimamente massa  verde para manutenção do peso. Assim, registrou se avanço dos preços de forma cadenciada, onde  os referencias de prazo passam a ser cotações de  preço à vista.

No Centro-Sul do país, a oferta enxuta de gado  disponível condiciona indústrias da região,  sobretudo em GO e MG, a atuarem de forma mais  agressiva para garantir volumes mínimos de  operação e escala. Em GO, Goiânia e Rio Verde,  a IHS Markit observou avanço no preço da arroba  do boi gordo de R$ 300 para R$ 305. Já em MG BH, a baixa disponibilidade de animais  terminados a pasto direciona a procura por gados  de confinamento, exigindo preços superiores as  cotações vigentes, impulsionando valorização da  arroba do boi gordo de R$ 290 para R$ 295.

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Fonte:
IHS Markit

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