Apesar de previsão de queda de 36% nas importações de carne suína pela China, 2º semestre deve haver necessidade de compras externas
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Apesar de previsão de queda de 36% nas importações de carne suína pela China, 2º semestre deve haver necessidade de compras externas
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Apesar da previsão de redução nas importações de carne suína pela China neste ano, de acordo com o analista da área de proteínas animais do Rabobank, Wagner Hiroshi Yanaguizawa, neste segundo semestre o gigante asiático ainda deve ter demanda por compras externas. Isso porque desde meados do ano passado, com a desvalorização da carne suína produzida localmente, houve um descarte de matrizes que está se refletindo agora em menos animais para abate.
A perspectiva apontada por Yanaguizawa é de um recuo de 36% nas importações de carne suína pela China em 2022, valor próximo ao estimado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) de 39% de redução.
Entretanto, na segunda metade do ano é quando a China costuma agregar estoques, seja pelo feriado da "Golden Week", em outubro, ou para o Ano Novo Lunar, em Fevereiro. Ainda que deva haver essa demanda por compras externas, ele não acredita que deva reverter a prospecção de queda de mais de 30%.
A queda na oferta de animais para abate na China e, consequentemente, aumento no preço da carne produzida localmente, se deve também Às dificuldades com os custos de produção e logística, o que têm desestimulado produtores e gerado o enxugamento de planteis.
Soma-se a isso o possível aumento dos preços da proteína em âmbito internacional, olhando pelo viés dos casos de Peste Suína Africana em países da União Europeia. Sendo assim, há chances de incremento, ainda que mais tímido, de volumes importados do Brasil e preços melhores.
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