Área de trigo 22/23 na Argentina cai a 6,1 mi de hectares por seca, diz bolsa
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Por Maximilian Heath
BUENOS AIRES (Reuters) – A área de trigo 2022/23 na Argentina deve alcançar 6,1 milhões de hectares, estimou a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BdeC) nesta quinta-feira, abaixo dos 6,2 milhões estimados anteriormente, devido à seca que há meses afeta diferentes regiões produtoras do país.
O corte superficial é o quinto feito pela bolsa à sua previsão de área para o cereal, cujo plantio começou em maio com uma expectativa inicial de 6,6 milhões de hectares.
“A redução de área está concentrada no centro da região agrícola, onde as chuvas do último final de semana não foram suficientes para reverter o cenário de escassez de água antes do fechamento da janela de plantio”, disse a BdeC em seu relatório semanal de safras.
Na quarta-feira, os produtores agrícolas haviam plantado 96,8% da área planejada, segundo o relatório.
A Bolsa de Cereais, por sua vez, acrescentou que as geadas registradas nas últimas semanas “continuam a atrasar o crescimento inicial e causam… nos primeiros lotes”.
As estimativas para a atual temporada estão abaixo dos números da safra 2021/22, quando 6,7 milhões de hectares foram plantados com trigo na Argentina, que produziu um recorde de 22,4 milhões de toneladas, segundo o BdeC.
A Argentina é um grande exportador internacional de trigo.
MILHO 21/22
Enquanto isso, as baixas chuvas registradas na última semana favoreceram o andamento da colheita de milho argentino para a safra 2021/22, cuja produção a Bolsa de Cereais estima em 49 milhões de toneladas.
Os agricultores argentinos já colheram 67,2% dos 7,3 milhões de hectares dedicados ao cereal, informou a Bolsa. A Argentina é o segundo exportador de milho, depois dos Estados Unidos.
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