Petróleo recua 5% com dados fracos da China e à espera de resposta do Irã sobre acordo nuclear
![]()
Os preços do petróleo caíam 5% nas bolsas externas neste início de semana em meio às preocupações com a demanda na China, a maior importadora de petróleo bruto do mundo, além da espera dos operadores pela resposta do Irã sobre um acordo nuclear que poderia elevar as suas exportações.
Por volta das 09h (horário de Brasília), os contratos futuros do Brent caíam US$ 4,64 ou 5,04%, para cerca de US$ 87,45 o barril. Enquanto que o petróleo nos EUA, o tipo WTI, perdia US$ 4,88, ou 4,97%, para US$ 93,27.
A economia chinesa sofreu uma desaceleração inesperada em julho, segundo informações da agência de notícias Reuters. A produção das refinarias do país caiu para 12,53 milhões de barris por dia, o menor volume desde março de 2020, de acordo com dados do governo.
Os bancos, por exemplo, já começam a revisar o PIB do país.
Além disso, há atenção para a oferta da União Europeia para Irã e Estados Unidos reavivarem um acordo nuclear de 2015. A ação poderia elevar a oferta global, pois removeria as sanções às exportações iranianas de petróleo, de acordo com a Reuters.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Hossein Amirabdollahian, disse para a imprensa internacional que responderá sobre a proposta ao final do dia, e que um acordo pode ser concluído se os EUA concordarem com alguns pontos.
"Precisaremos de mais conversas se Washington não mostrar flexibilidade para resolver as questões restantes... Como Washington, temos nosso próprio plano B se as negociações falharem", disse Amirabdollahian, de acordo com a agência de notícias Iraniana Fars.
0 comentário
Petróleo Brent dispara e fecha com alta de mais de US$3 após ataques a petroleiros
Petróleo cai fortemente após revés eleitoral de Trump elevar apostas em saída da guerra com Irã
Petróleo fecha próximo de mínima de 4 semanas com negociações de paz para Ucrânia e Irã
Diesel comum sobe 4,47% no Sudeste, aponta Edenred Mobilidade
Produção de petróleo do Brasil soma 4,71 mi bpd em setembro, 4º recorde mensal consecutivo
Petróleo despenca mais de 7% nesta segunda-feira com expectativas de acordo para encerrar guerra com Irã