Após explosão de ponte, Putin promete resposta "dura" se ataques ucranianos continuarem
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LONDRES (Reuters) - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta segunda-feira que a Ucrânia realizou "atos terroristas" contra a Rússia e prometeu reagir com força se eles continuarem.
Em comentários televisionados, Putin disse que Moscou lançou ataques com mísseis de longo alcance contra a infraestrutura de energia, militar e de comunicações da Ucrânia nesta segunda-feira em retaliação a um ataque a uma ponte vital que liga a Rússia à península anexada da Crimeia no fim de semana.
"É óbvio que os serviços secretos ucranianos ordenaram, organizaram e executaram o ataque terrorista destinado a destruir a infraestrutura civil essencial da Rússia", disse Putin sobre a explosão da ponte.
Autoridades ucranianas ficaram exultantes após a explosão, mas Kiev não reivindicou a responsabilidade.
"Através de suas ações, o regime de Kiev se colocou em pé de igualdade com os mais odiosos grupos terroristas internacionais. É simplesmente impossível deixar crimes desse tipo sem resposta", disse Putin, em discurso de abertura em uma reunião de seu poderoso Conselho de Segurança.
Cidades em toda a Ucrânia ficaram sem energia ou água e várias pessoas foram mortas em ataques com mísseis russos em mais de uma dúzia de cidades ucranianas na manhã de segunda-feira. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, afirmou: "Putin é um terrorista que fala com mísseis".
Putin disse que a Rússia responderá "duramente" a quaisquer novos ataques da Ucrânia.
"Se continuarem as tentativas de realizar atos terroristas em nosso território, as respostas da Rússia serão duras e em sua escala corresponderão ao nível de ameaças criadas para a Federação Russa. Ninguém deve ter dúvidas sobre isso", declarou Putin.
O presidente russo também acusou a Ucrânia de tentar realizar um ataque contra uma usina nuclear na Rússia e contra o gasoduto TurkStream.
Ele repetiu, sem fornecer evidências, sua afirmação de que a Ucrânia e seus apoiadores da Otan estão por trás de rupturas ainda inexplicáveis nos gasodutos Nord Stream, que vão da Rússia à Alemanha sob o Mar Báltico.
Os ataques na Ucrânia na manhã de segunda-feira ameaçam escalar ainda mais a guerra que dura mais de sete meses desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro.
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