Inflação da zona do euro em setembro tem leve revisão para baixo mas permanece em máxima recorde
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BRUXELAS (Reuters) - A inflação ao consumidor da zona do euro em setembro ficou levemente abaixo do que havia sido estimado anteriormente, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira, mas ainda em um nível recorde, ressaltando as expectativas do mercado de mais aumentos das taxas de juros antes do final do ano.
A agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, disse que os preços ao consumidor nos 19 países que compartilham o euro subiram 1,2% em setembro sobre o mês anterior e avançaram 9,9% na comparação anual, revisando para baixo sua estimativa anterior de uma leitura anual de 10%.
O aumento dos preços da energia foi responsável por 4,19 pontos percentuais do total da leitura anual, com alimentos somando outros 2,47 pontos e serviços, 1,80 ponto.
Sem a volatilidade dos custos de alimentos não processados e energia, ou o que o Banco Central Europeu chama de núcleo da inflação, os preços subiram 0,9% no mês para um ganho de 6,0% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Uma medida ainda mais restrita que exclui energia, alimentos, álcool e tabaco, e observada de perto pelos mercados, mostrou que os preços subiram 1,0% na base mensal e 4,8% na anual.
O BCE quer manter a inflação em 2% e tem aumentado as taxas de juros para conter o crescimento dos preços
muitas autoridades do banco já defenderam outro aumento de 0,75 ponto percentual em 27 de outubro, após um total de 1,25 ponto em duas reuniões, o ritmo mais rápido de aperto da política monetária pelo do BCE já registrado.
Os mercados vêem agora a taxa de depósito de 0,75% subindo para cerca de 2% até o final do ano, depois para cerca de 3% antes de se estabilizar.
(Reportagem de Jan Strupczewski)
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