Café tem dia de bastante volatilidade, mas volta a encerrar com queda em Nova York
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O mercado futuro do café arábica encerrou as negociações desta quinta-feira (20) com desvalorização para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). O mercado chegou a testar leves altas durante o dia, apresentando bastante volatilidade, mas voltou a sentir a pressão das chuvas na reta final do dia.
Dezembro/22 teve queda de 125 pontos, negociado por 191,05 cents/lbp, março/23 teve queda de 85 pontos, cotado por 186,40 cents/lbp, maio/23 teve baixa de 85 pontos, cotado por 183,85 cents/lbp e julho/23 teve queda de 85 pontos, cotado por 182,35 cents/lbp.
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"Os preços do café estiveram sob pressão no mês passado devido às perspectivas de uma safra abundante de café no próximo ano no Brasil. O clima favorável no Brasil ajudou no florescimento dos cafezais e reforçou as perspectivas para a safra de café do próximo ano. Além disso, as pressões da safra de café no Brasil são um fator de baixa para os preços do café", destacou a análise do site internacional Barchart.
No Brasil, o mercado segue travado e com o produtor pouco participando do mercado. As condições da planta para o ano que vem, apesar das chuvas, ainda trazem dúvidas em relação aos impactos da seca e geada no longo prazo nas principais áreas de produção.
O mercado físico acompanhou e encerrou com desvalorização nas principais praças de comercialização do país.
O tipo 6 bebida dura bica corrida teve queda de 3,20% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 1.060,00, Poços de Caldas/MG teve queda de 1,71%, negociado por R$ 1.150,00, Patrocínio/MG teve baixa de 2,74%, cotado por R$ 1.065,00, Campos Gerais/MG teve queda de 1,36%, valendo R$ 1.090,00 e Franca/SP teve queda de 1,77%, valendo R$ 1.110,00.
O tipo cereja descascado teve queda de 2,99% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 1.134,00, Poços de Caldas/MG teve baixa de 1,59%, valendo R$ 1.240,00, Patrocínio/MG teve baixa de 3,06%, negociado por R$ 1.110,00 e Varginha/MG teve queda de 1,72%, negociado por R$ 1.140,00.
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