Cemig mantém plano de desinvestir da Taesa e quer acelerar processo em 2023
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SÃO PAULO (Reuters) - A elétrica mineira Cemig continua interessada em alienar sua participação acionária na transmissora Taesa e quer acelerar esse processo no próximo ano, apesar da complexidade envolvida nesse tipo de negociação.
"Esperamos no próximo ano acelerar um pouco esse processo, mas é difícil fazer previsão agora", afirmou nesta quarta-feira o CFO da Cemig, Leonardo Magalhães, em teleconferência para comentar os resultados trimestrais.
"No caso, estamos falando de realocação de capital, a Taesa é um ativo que nós entendemos muito relevante, muito bom", acrescentou o executivo, ressaltando que a Cemig vem buscando sair de ativos não estratégicos, como participações minoritárias, para ter mais recursos para investir em seus negócios de distribuição, transmissão e geração renovável de energia.
A Taesa é uma das maiores transmissoras de energia elétrica do país, tendo seu controle dividido entre Cemig (37% das ações ON) e o grupo colombiano ISA (26%), que também controla a transmissora ISA Cteep.
A Cemig chegou a lançar em 2021 um processo competitivo para o desinvestimento na Taesa. No entanto, o plano enfrentou dificuldades, com contestação no âmbito de uma CPI que havia sido instaurada na assembleia do Estado.
Magalhães comentou ainda em teleconferência que a Cemig pretende manter sua política de distribuição de dividendos mesmo diante do baixo nível de alavancagem atual, de 0,85 vez a dívida líquida sobre Ebitda.
"A gente entende que mantendo a política de 'payout' de 50%, que está no nosso estatuto, com esse investimento importante que estamos fazendo em renováveis e também dentro da Cemig-D (distribuição) e na transmissão, a gente permite que a alavancagem fique em níveis que entendemos adequados", afirmou.
(Por Letícia Fucuchima)
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