Cidades chinesas aliviam restrições, mas fim da política de Covid zero ainda parece distante
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Por Martin Quin Pollard
PEQUIM (Reuters) - Mais cidades chinesas, incluindo Urumqi, no extremo oeste do país, anunciaram uma flexibilização das medidas de restrição ao coronavírus neste domingo, enquanto a China tenta tornar sua política de Covid zero mais direcionada e menos onerosa após uma onda de protestos sem precedentes contra as restrições no último fim de semana.
Urumqi, a capital da região de Xinjiang e onde os primeiros protestos eclodiram, reabrirá shoppings, mercados, restaurantes e outros estabelecimentos a partir de segunda-feira, disseram as autoridades, encerrando meses de lockdowns rígidos.
Não havia sinal de qualquer agitação significativa neste fim de semana, embora a polícia estivesse presente na área de Liangmaqiao, em Pequim, e em Xangai, pela estrada Wulumuqi, cujo nome é a derivação de Urumqi em mandarim. Ambos os locais foram palco de protestos há uma semana.
Um incêndio fatal no mês passado, em Urumqi, provocou dezenas de protestos contra as restrições da Covid-19 em mais de 20 cidades depois que alguns usuários de redes sociais disseram que as vítimas não conseguiram escapar do incêndio porque o prédio estava trancado. As autoridades chinesas negam isso.
As manifestações foram uma demonstração sem precedentes de desobediência civil na China continental desde que o presidente Xi Jinping assumiu o poder, em 2012. Desde então, várias cidades têm anunciado a flexibilização dos lockdowns, das exigências de testagem e das regras de quarentena.
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