Transição identifica R$5 bi em dívidas do país com órgãos internacionais e quer evitar sanções
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BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil tem 5 bilhões de reais em dívidas com organismos internacionais, informou nesta terça-feira o grupo técnico de Planejamento da transição de governo, que apontou riscos de que o país perca direito a voto ou a participação ativa nesses fóruns.
“A política externa do governo transformou o Brasil em um pária, mas não é só um pária, é um pária que deve 5 bilhões de reais a organismos multilaterais. Isso significa que o Brasil será excluído desses fóruns, não tem direito a voto e a participação”, disse o coordenador técnico da transição de governo, Aloizio Mercadante.
Segundo ele, o governo eleito aguarda o desfecho da tramitação da PEC da Transição para saber a margem que será aberta nas contas de 2023, mas é improvável que os débitos sejam quitados integralmente de uma só vez.
Componente do grupo técnico de Planejamento, a economista Esther Dweck afirmou que a ideia é traçar prioridades para pagamentos graduais, iniciando por organismos em que o Brasil foi ou será alvo de sanção e por aqueles considerados simbólicos para a imagem do país.
O grupo não detalhou esses débitos, mas citou passivos com a Organização das Nações Unidas (ONU), Organização Mundial do Comércio (OMC), Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Tribunal Penal Internacional.
“Isso vai na contramão de um projeto de inserção internacional”, disse o economista Antonio Corrêa de Lacerda, também membro da transição. “O grupo está fazendo um levantamento completo desse passivo, vai verificar o espaço no Orçamento de forma a orientar o novo governo a resgatar essa função.”
A Reuters pediu comentários do Ministério da Economia sobre o tema, mas não recebeu retorno de imediato.
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