Leilão do pré-sal negocia 4 de 11 blocos ofertados; Petrobras vai operar 3 áreas
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Por Marta Nogueira
RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Brasil negociou nesta sexta-feira quatro blocos para a exploração e produção de petróleo no pré-sal, sob um novo modelo de leilão de oferta permanente, de um total de onze ofertados, arrecadando 916 milhões de reais para a União em bônus de assinatura, de acordo com dados da reguladora do setor ANP.
A Petrobras saiu como operadora de três dos blocos negociados: Água-Marinha e Sudoeste de Sagitário, integrando consórcios, e Norte de Brava como única licitante. O bloco Bumerangue foi arrematado pela BP.
No caso de Água-Marinha, a área foi levada por Petrobras, TotalEnergies, Petronas e QatarEnergy, no pré-sal da Bacia de Campos.
TotalEnergies, Petronas e QatarEnergy haviam feito o melhor lance, com oferta de óleo lucro de 42,40%, ante percentual mínimo de 13,23%. A Petrobras exerceu seu direito de preferência e se juntou aos vencedores.
O consórcio original de TotalEnergies, Petronas e QatarEnergy havia derrotado oferta feita pela própria Petrobras, em parceria com a Shell.
Pela lei, a petroleira estatal do Brasil tem direito de preferência em áreas do pré-sal.
Ao arrematar o bloco, o consórcio pagará um bônus de assinatura 65,443 milhões de reais à União.
Com a nova configuração do consórcio, Petrobras ficou com 30% de participação, TotalEnergies com 30%, Petronas com 20% e QatarEnergy com 20%.
Já em Norte de Brava (em Campos), onde a Petrobras também havia manifestado interesse de ser operadora, a companhia derrotou um consórcio concorrente formado por Equinor e Petronas e levou a área sozinha, com óleo lucro de 61,71%.
Em Sudoeste de Sagitário (na Bacia de Santos), a Petrobras venceu em consórcio com a Shell com um lance de 25% de óleo lucro para a União, ante percentual mínimo de 21,3%, sem concorrência.
Já Bumerangue (Santos) foi vencido pela BP, também sem concorrência, com oferta de 5,90% de óleo lucro ante percentual mínimo de 5,66%.
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