Lula prorroga por 60 dias desoneração sobre combustíveis
![]()
BRASÍLIA (Reuters) - Em um dos primeiros atos do novo governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou neste domingo uma medida provisória que prorroga por 60 dias a desoneração do PIS/Cofins sobre os combustíveis aplicada pelo governo passado para controle de preços.
Lula assinou a MP em uma cerimônia no Palácio do Planalto. O texto da MP ainda não foi divulgado.
Mais cedo, em entrevista no Congresso durante os atos de posse de Lula, o senador Jean Paul Prates (PT-RN), indicado por Lula para presidir a Petrobras, havia afirmado que a prorrogação da desoneração seria por 60 dias.
Depois de idas e vindas, o futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tinha obtido do antigo governo a garantia de que a desoneração não seria prorrogada por mais um mês, após protestos de setores interessados, como a indústria de etanol, que perde com a isenção desses tributos uma vez que o biocombustível tem uma vantagem tributária frente à gasolina. No entanto, Prates já havia afirmado que a desoneração poderia ser prorrogada, o que ele próprio confirmou antes da cerimônia de posse de Lula.
Segundo o senador, impostos sobre combustíveis serão retomados pelo novo governo "porque é necessário haver impostos federais sobre combustíveis", mas será de uma forma "muito mais confortável".
Prates havia dito que estava em análise se haverá uma prorrogação por seis meses ou até final do ano da desoneração de impostos que incidem sobre o diesel e o GLP.
(Reportagem de Ricardo Brito)
0 comentário
Ibovespa fecha em alta após dado de preço nos EUA referendar apetite a risco
Dólar fecha no menor nível em um mês sob influência da inflação dos EUA
Iraque precisa de uma participação justa na Opep, diz primeiro-ministro
Primeira-ministra da Ucrânia deixa cargo; críticos de Zelenskiy não veem sentido em mudança
Trump recua do plano de cobrar taxa sobre Ormuz em favor de acordos de investimento com países do Golfo
Chair do Fed diz estar comprometido com os objetivos tanto de inflação quanto de emprego