StoneX: Produção da 1ª safra de milho é reduzida pela seca, mas 2ª safra tem perspectivas melhores
Em função da irregularidade das chuvas observada durante a segunda quinzena de novembro e ao longo das primeiras semanas de dezembro no Rio Grande do Sul, a StoneX já havia revisado em meados do último mês seu número para a produção gaúcha, de 5,4 para 4,5 milhões de toneladas. Nas últimas semanas de dezembro, o desenvolvimento das lavouras continuou sendo penalizado pelo clima seco, acarretando mais uma redução na produção gaúcha, para 3,5 milhões de toneladas.
Com isso, a StoneX reduziu a produção da 1ª safra de milho 2022/23 de 28,6 para 26,9 milhões de toneladas, contração de 5,8% em comparação com a estimativa divulgada em dezembro.
Para a segunda safra de milho 2022/23, o grupo promoveu uma alteração marginal em seu número, que está agora estimada em 99,58 milhões de toneladas, volume 5% maior que o registrado no ciclo 2021/22.
“Atualmente, as expectativas são favoráveis para a segunda safra 2022/23, mas é importante ressaltar que haverá um longo caminho até a sua colheita e que o ciclo de inverno é mais arriscado. Será importante continuar acompanhando de perto o clima, visto que os números estão sujeitos a revisões”, pondera o Analista de Inteligência de Mercado do grupo, João Pedro Lopes.
Em função do corte na primeira safra, a produção total passou de 130,3 para 128,7 milhões de toneladas.
Em relação ao balanço de oferta e demanda, a StoneX não promoveu alterações em suas estimativas para as variáveis de consumo. Sendo assim, as exportações e a demanda doméstica em 2022/23 seguem estimadas em, respectivamente, 46 milhões e 81 milhões de toneladas.
Desse modo, em função da menor produção esperada para a próxima temporada, os estoques finais em 2022/23 passaram de 16,34 para 14,71 milhões de toneladas.
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